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ArtigosTema: azia colica enxaqueca lombalgia fibromialgia dor
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Por Alícia Baptista redacao@bemleve.com.br Cólicas, enxaqueca, lombalgia... Essas são apenas algumas das dores que parecem ter como meta atormentar a vida das mulheres. Mas, é bom ficar atenta, pois sentir dor não tem nada de normal. Por isso, preparamos um guia para esclarecer esses males tipicamente femininos, seus sintomas e a melhor forma de tratá-los. É tiro e queda! Cólicas Sem dúvida, as cólicas menstruais são um dos principais motivos de queixa das mulheres, até porque essas intensas dores abdominais fazem questão de marcar presença praticamente todo mês. Principais sintomas: Além do desconforto na barriga provocado pelo aumento das contrações uterinas, a ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo, esclarece que muitas meninas e mulheres costumam sentir outros desconfortos, como queda de pressão, cansaço e diarréia. Eles não estão, no entanto, especificamente relacionados à cólica. São, na verdade, decorrentes de qualquer processo de dor intensa, que faz com que uma descarga de adrenalina seja lançada no sangue. Tratamento: O remédio deve ser indicado pelo próprio ginecologista. Afinal, cada caso é um caso. “Em geral, indica-se o uso de medicamentos anti-espasmódicos, que relaxam o útero, ou de anti-inflamatórios”, afirma a ginecologista. Métodos como colocar bolsa de água quente na barriga e tomar chá também podem aliviar a dor de forma mais imediata. “O calor provoca uma dilatação dos vasos, o que diminui a inflamação no abdômen, dando uma sensação de relaxamento e melhorando a dor”, destaca a ginecologista. Em relação ao uso de anticoncepcionais para diminuir a cólica, a médica alerta: 'A melhora da cólica pode retardar o diagnóstico de outro tipo de problema por anos'. Por isso, em caso de dor intensa, o ideal é procurar o ginecologista para esclarecer a causa e tratá-la. Enxaqueca Outra vilã das mulheres e que também costuma ser bastante frequente, principalmente na época da menstruação, é a enxaqueca. Segundo a neurologista Norma Fleming, do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), a proporção de pessoas que sofrem desse mal é de três mulheres para cada homem. 'A enxaqueca pode ser desencadeada por vários fatores, como maus hábitos alimentares, bebidas alcoólicas, claridade intensa, menstruação, ovulação, reposição hormonal, estresse e alteração do padrão do sono', explica a médica, que acrescenta: 'É comum ela ocorrer ou até piorar durante ou antes da menstruação por causa da produção de uma substância inflamatória, a prostaglandina, que desencadearia a dor'. Principais sintomas: Segundo a neurologista, os principais sintomas da enxaqueca são dor de cabeça unilateral e pulsátil, acompanhada de náusea e/ou vômito, além de intolerância à luz e ao barulho. Tratamento: 'O tratamento pode ser agudo, ou seja, com analgésicos específicos, ou profilático, que é aplicado com o objetivo de diminuir ou abolir as crises de enxaqueca com a orientação do médico', explica a neurologista, que faz um alerta: 'A enxaqueca deve ser tratada pelo médico e não no balcão da farmácia'. Fibromialgia 'A fibromialgia é uma doença dolorosa, não inflamatória, caracterizada por dor músculo-esquelética difusa, ou seja, dor em vários músculos, tendões e articulações, sendo mais comum em mulheres com idade entre 30 e 60 anos', explica Haim Maleh, reumatologista do Centro de Reumatologia e Ortopedia de Botafogo (Creb). Principais sintomas: As pessoas com fibromialgia geralmente apresentam dores na nuca, na lateral do pescoço, na musculatura entre o pescoço e o ombro, no ombro, na segunda costela, no cotovelo, nas nádegas, no quadril e no joelho, além de sintomas como cansaço, depressão, dores na cabeça e tonteira. Tratamento: Segundo o reumatologista, não existe uma pílula mágica contra a fibromialgia: 'O tratamento deve ser individualizado e com o uso de medicamentos associados a hidroterapia, RPG, pilates, acupuntura e outras medidas de reabilitação'. Lombalgia Se você é daquelas que vive se queixando de dor na lombar, fique atenta, porque o seu problema pode ser mais grave do que parece. 'Dores que persistem por mais de três a cinco dias devem ser examinadas pelo médico, pois podem ser decorrentes de lombalgia', destaca Arnaldo Libman, reumatologista do Creb. Segundo ele, algumas das causas da lombalgia são alterações posturais, mecânicas, metabólicas, inflamatórias, degenerativas e até mesmo emocionais. Antônio Vitor de Abreu, ortopedista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), destaca, ainda, que a lombalgia é muito mais frequente em mulheres. 'O salto alto, por exemplo, acentua a lordose, aumentando a curvatura da coluna. O mesmo ocorre com a mulher grávida. Se ela já tem lordose, esta se acentua com a gravidez', explica. Principais sintomas: 'A lombalgia provoca dores muito frequentes na região lombar, que podem se estender a outras partes do corpo', explica o Antônio Vitor de Abreu. Outros sintomas comuns são: dor no pescoço, costas e nádegas, dor de cabeça, irradiação da dor para as costas, braços e mãos, formigamento em membros superiores e inferiores, etc. Tratamento: O ortopedista do HUCFF indica o uso de analgésicos e anti-inflamatórios aliados à fisioterapia e a exercícios abdominais. Atividades como hidroterapia, RPG, pilates e acupuntura também podem aliviar os sintomas da lombalgia. Azia e má digestão Outra sensação bastante incômoda é a azia ou má digestão. Segundo o gastroenterologista Eduardo Joaquim Castro, da Sociedade de Gastroenterologia do Rio de Janeiro, esses problemas são mais comuns em pessoas que têm distúrbios ou doenças ainda não diagnosticadas e que possuem hábitos alimentares inadequados. Além disso, ele destaca que as mulheres sofrem mais com azia e má digestão do que os homens: 'A gestação é uma causa frequente de azia, pois provoca um aumento da pressão intra-abdominal. As mulheres também são mais propensas à obesidade, à prisão de ventre e a cálculos biliares', diz o médico. Principais sintomas: Segundo ele, a azia provoca uma sensação de queimação no peito e a má digestão corresponde à sensação de empanzinamento, decorrente de uma digestão lenta e difícil. Tratamento: A azia pode ser aliviada com o uso de medicamentos anti-ácidos. Entretanto, o gastroenterologista ressalta que o efeito deles é passageiro e que podem retardar o diagnóstico de um problema mais sério. 'Os sais de frutas também dão uma sensação de alívio imediato, mas permitem o retorno do mal-estar', acrescenta. Agora, você já viu que uma simples dorzinha pode ser sinal de algo mais sério. Por isso, se algum problema está te incomodando há dias, procure um médico e siga o tratamento receitado. Afinal, com saúde não se brinca!
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